Incantatem

Por que me afastar? Porque éramos inimigos e como tais nos odiávamos. Porque eu era uma Weasley e ele um Malfoy. E principalmente porque estávamos em guerra declarada!

Magic and Mistakes

Hermione volta a Londres depois de dois anos. Ela cresceu e já não é a garota de antes. A guerra contra Voldemort teve seu fim e, agora, nada impede ela de ficar com Draco Malfoy. Isso era o que ela pensava. Em meio às mudanças da sua vida, novo emprego e uma nova casa, perceberá que Draco também tem sua própria vida. No entanto, acabarão sendo um dos casais mais conhecidos do mundo bruxo, algo que não esperavam. As consequências de seus atos se tornarão mais perigosas. Magia e erros, porque nem sempre se pode prever o futuro.

Por Culpa do Destino

Seria certo passar por cima de uma guerra por amor?

Imperius

Ele me olhava com aquelas orbes cinzentas como se estivesse arrependido do que me fizera. Eu fora uma tola, uma estúpida e iludida, afinal, como diabos Draco Malfoy se apaixonaria por uma sangue-ruim, nem ao menos a maldição imperius causaria isso. - Deixe-me explicar - ele pediu, sussurrava, sua voz estava quebrada.

Inimicum

Hermione Granger por anos foi uma pessoa amarga e nunca soube ao certo a razão de Draco a abandonar. Agora ela é uma auror e ele um comensal, entretanto um encontro faz com que ambos voltem ao passado e segredos sejam revelados.

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12 agosto, 2012

[Magic and Mistakes] Dinner

A manhã havia nascido tão calma e linda que eu estava absolutamente bem. Mesmo acordando cedo, me sentia até mais leve. Passei apressada pelo átrio do Ministério e peguei logo o elevador, seguindo para minha sala. Assim que entrei, vi que Emily estava analisando vários papéis em sua mesa. A quantidade de documentos foi o que mais me chamou a atenção.

–Bom dia. – eu falei e sentei em minha mesa. – Merlin! O que são toda essa papelada? – perguntei olhando desanimada para a francesa.

–Trabalho, Hermione... ou tortura se preferir. – Emily falou. – Acredita que ontem aconteceram três magias involuntárias? O ministério precisará investigar. Tenho quase certeza de que são crianças nascidas trouxas, pelas áreas que registrei. Imagino o quanto isso deve assustar os trouxas se eles virem.

–Meus pais não enlouqueceram quando descobriram minha magia... – falei divertida lembrando-me do fato e sorri.

Peguei os primeiros papéis que vi e comecei a lê-los. Nem acreditava que fazia três dias que não via Draco. Já sentia sua falta, mas, para quem ficou anos longe dele, dias não eram nada.

Eu precisava me concentrar e levei meus pensamentos para longe dele. Meus olhos começaram a percorrer as linhas e fui escrevendo meus relatórios em uma velocidade considerável, no entanto, quando comecei a ler um documento que viera da França, eu achei estranho seu conteúdo.

Uma magia desconhecida fora registrada em Rennes, uma cidade bem conhecida na França, e era uma magia negra. E esta não pode ser identificada, uma vez que desaparecera, em questão de minutos.

Aquilo era estranho, e confidencial. Comecei a ler o resto do texto e me assustei. Naquela região foram encontrados dois corpos, que segundo informações, eram de empregados que trabalhavam na casa.

Parecia haver algo errado ali e eu teria que investigar. Talvez eu devesse mandar algum inominável àquele lugar.

–O que houve? – Emily perguntou-me, talvez percebendo minha expressão preocupada.

–Magia negra, na França. E o pior, nenhuma evidência que possa identificar o culpado. Houve duas mortes e tenho quase certeza de que é algo realmente sério.

Falei tudo em um tom irritado e quase que tedioso. Eu não estava tão pronta assim para lidar com as artes das trevas, não depois de tudo o que aconteceu.

Alguns minutos depois, Emily relaxou em sua cadeira e parou um pouco. Percebi que ela parecia cansada. Sabia que fazer perguntas seria ser muito intrometida, mas não resisti.

–Algum problema?

A loira olhou-me e suspirou.

–Sabe o que é ir a um encontro super tedioso com um idiota? – ela perguntou irritada – Hermione... não agüento mais. Todos os homens do mundo parecem querer sair comigo, mas nenhum até agora soube ser interessante. – Emily apoiou sua cabeça na mesa entediada e continuou – Eu só queria saber, uma vez na vida, o que é me apaixonar.

Olhei para ela e achei engraçado o fato de alguém tão linda e independente como ela não tivesse um amor. Mas compreendi que esse era o problema. Sua beleza atraía todos, menos alguém que ela gostasse.

Lembrei-me de Draco e de toda a nossa história.

–Você tem sorte de ter encontrado alguém como Draco tão facilmente. – ela sussurrou como se tivesse lido meus pensamentos.

–Fácil? Nunca foi fácil, Emily. Eu o odiava – eu disse sorrindo e enfatizando a última frase – Draco Malfoy era o sonserino mais desprezível que você poderia imaginar.

A intensidade de minhas palavras a impressionou. Talvez eu não devesse ser tão pessimista, mas o que eu poderia fazer? Essa era a verdade e a minha história.

–E o que aconteceu para ele mudar?

–Não sei... Talvez ele tenha aprendido muitas coisas quando se apaixonou. Tínhamos muitos obstáculos, sabe? E no final... deu tudo certo. – respondi agora pensando nos tempos de Hogwarts.

A verdade era que eu e Draco tínhamos tudo para dar errado, mas nada disso nos prejudicou. Apenas no começo fomos afetados. Nossos desentendimentos são momentâneos agora. É como se não pudéssemos ser atingidos pelos outros. Isso, de certa forma, me deixa aliviada.

De repente ouvi uma batida na porta e falei “Entre”. Quando a porta abriu-se vi um homem de estatura mediana entrar. Era meu chefe.

–Tudo bem, Sr. Sparks? – perguntei levantando-me.

Ele olhou-me por breves segundos e depois para Emily. Depois seu olhar voltou-se para mim.

–Gostaria que uma de vocês fosse ao jantar que o Ministro está oferecendo. – Ouvi a respiração de Emily arfar e sabia perfeitamente que ela queria ir. – Tenho um convite apenas, então...

–Você deveria levar Emily. – respondi interrompendo-o. – Ela está aqui a mais tempo do que eu e merece.

Percebi que ele ia acrescentar algo. Era óbvio que ele queria ter em sua mesa a melhor amiga de Harry Potter. Eu simplesmente odiava todo esse desejo das pessoas sobre eu e meus amigos. Era falsidade. Talvez eu preferisse a época em que éramos perseguidos como inimigos.

–Não preciso de outro convite quando eu já tenho um, senhor. – eu falei tentando livrar-me dele de vez. – Eu estarei nesse jantar. E, pelo que vejo, Emily também. – completei olhando para ela e sorrindo divertida.

–Nesse caso será ótimo ter minhas duas assistentes lá. – ele falou displicente.

Aproveitei para repassar meus relatórios para ele e senti que mal podia esperar por ver Draco no sábado.

Já estava contando as horas.



::: :::



Eu estava quase terminando de passar uma maquiagem leve no rosto quando ouvi uma batida na porta. Abandonei meu blush no banheiro e fui abrir a porta. Encontrei então um loiro maravilhoso vestido com trajes negros. Seus olhos cinzentos pareciam pregados em mim e me seduziam. Quando fui abrir minha boca ele foi mais rápido e falou:

–Você está... linda. – seus olhos passearam pelo meu corpo, deixando-me arrepiada.

Senti-me como quando fomos a um baile em Hogwarts e tivemos que apresentar uma peça. Só que desta vez eu não teria que fazer nada que chamasse a atenção.

Puxei-o para dentro e capturei seus lábios, explorando-os com desejo.

–Senti sua falta. – sussurrei e antes que o clima pudesse esquentar eu o empurrei para longe de mim. – Me dê apenas mais alguns minutinhos, ok? – falei já indo de volta para o banheiro.

Terminei minha maquiagem e me olhei no espelho. Provavelmente eu estava pronta. Não faltava nada e, assim, voltei para o quarto, onde Draco me esperava sentado de forma desleixada na cama.

–Estou pronta – falei, oferecendo minha mão para ele e saímos juntos do apartamento.

Já no elevador, Draco parecia, de certa forma, tenso. Eu não entendia o motivo e o ambiente foi se tornando pesado. Faltavam apenas dois andares quando eu cansei daquilo e decidi perguntar o que havia de errado.

–Draco... há algum problema?

Minha pergunta pareceu tê-lo acordado e ele tentou negar, fingindo que era só impressão minha, mas eu não permiti. Olhei-o tão fixamente que qualquer mentira poderia denunciá-lo na hora, mesmo que ele fosse um ótimo ator.

Draco, então, resolveu falar.

–Não sei se você irá se sentir confortável nesse tipo de ambiente. – ele disse e fiquei surpresa – Quero dizer, não que você não saiba se comportar de acordo, eu só... estou lembrando que você não gostava muito de ficar em público nos bailes.

–Mas é só um jantar. – eu falei como se a resposta não fosse óbvia.

A verdade era que eu sabia que o que ele dizia era verdade, pelo menos na época de Hogwarts.

–Não, Hermione. Não é só um jantar. É a sua passagem para a alta sociedade bruxa.

Levei minhas mãos para cima de forma estressada e passei-as ao redor dele, beijei seus lábios lentamente, tentando tirar a tensão de seu corpo.

–Acalme-se, Draco. Como eu disse, é só um jantar.

O elevador parou e abriu-se. Alguns minutos depois estávamos aparatando no local do jantar.



A atmosfera elegante me atingiu de uma forma quase que anestesiante quando eu entrei no salão. Havia muitas pessoas reunidas, elas conversavam e riam como se fossem velhos amigos, o que eu sabia que não era verdade. As mulheres usavam belos vestidos tentando exibir suas jóias e seus corpos, algumas conseguiam ser sensuais e elegantes, outras apenas ousadas, dando a impressão de que tinham bom gosto. Os homens discutiam assuntos que envolviam a comunidade bruxa e bebiam refinadas bebidas. A única coisa que eu precisava fazer essa noite era fugir do álcool. Apenas isso.

O lugar fez-me sentir certo arrependimento de ter vindo ao jantar. Mas agora era tarde. Se eu tentasse dar meia volta, Draco certamente me puxaria para dentro.

Respirei e dei meu braço para Draco ao entrarmos. Acho que parecíamos um bom casal, pois algumas pessoas nos olhavam com curiosidade.

Draco me levou até uma extremidade do salão, onde alguns homens estavam reunidos. Ele os cumprimentou e virou-se para mim, apresentando-os.

–Esta é Hermione Granger, acredito que já tenham ouvido falar sobre ela, não? – ele perguntou e os homens assentiram, emendando algumas palavras e falando do quanto eu devia ser corajosa por ter enfrentado uma aventura com o grande Harry Potter, como ele dissera.

Draco percebendo meu desconforto tentou encurtar sua conversa com eles para me dar atenção. Mas eles pareciam discutir um assunto novo cada vez que o loiro tentava afastar-se. Virei-me de costas para ele e peguei um firewiskey. Senti a bebida passar queimando pela minha garganta, deixando-me muito melhor. Olhei para o lado oposto de onde me encontrava e comecei a fitar os enfeites do salão. Eram lindos, embora aquela massa de narcisistas ricos poluísse o ambiente. Era óbvio que aquele jantar era apenas uma formalidade. Um ponto de encontro entre famílias ricas. E eu não devia estar aqui. Ouvi uma voz vinda detrás de mim e pensei que era familiar.

–Veja se não é Draco Malfoy. – a voz desconhecida falou e eu me virei para ver quem era que falava com Draco.

O choque me atingiu. Não podia ser real. Mas de certa forma, não era uma alucinação tampouco. Ali estavam os cabelos escuros e os olhos verdes, bem como o jeito extrovertido que me alegrara em tantos momentos. No entanto eu não podia acreditar que estava olhando para Pietro Breine.

–... Hermione? – ele disse depois de cumprimentar Draco e prestar finalmente atenção em mim.

Não sei o que mais me deixava desnorteada. O fato de encontrá-lo ali, ou dele conhecer Draco.

–Conhece Hermione? – o loiro perguntou olhando de mim para ele.

–Mas é claro... – Pietro respondeu confuso e sorriu. – A eterna sabe-tudo, Granger.

Aproximei-me dele e bati em seu ombro. Odiava quando ele dizia isso.

–Não falei para parar de me chamar assim? – perguntei irritada, mas logo estava sorrindo – Pensei que estivesse na Escócia.

–Fui convidado e não poderia perder um jantar desses – Pietro respondeu bebericando sua bebida.

Ouvi Draco fazer um barulho com a garganta e só então lembrei-me dele.

–Draco, eu e Pietro nos conhecemos na Escócia... – falei olhando de um para o outro – Ele é um ótimo amigo, me ajudava muito quando eu precisava...

Quando eu acabei de dizer aquelas palavras, lembrei-me de que eles se conheciam.

–E vocês... como se conhecem? – perguntei.

–Quem não conhece Draco Malfoy? – Pietro disse e entornou seu copo na boca – Meu pai é um cara de negócios, lembra-se? Consequentemente, eu preciso saber quem são os melhores nesse ramo, senão, perderia muito dinheiro em investimentos ruins. E Draco é um ótimo investidor.

Eu tinha esquecido esse detalhe. Pietro, mesmo que não se interessasse por muitas coisas, era um negociante nato.

–E como pude encontrar duas pessoas tão diferentes como Hermione Granger e Draco Malfoy juntas aqui?

Olhei para Draco com interesse e sorri. Um instante se seguiu até eu me virar para Pietro e responder sua pergunta.

–Draco é meu namorado.

Pietro engasgou-se com a bebida e começou a tossir. Não era para menos, eu sabia o que se passava na cabeça dele. “Draco é o cara de quem você me falou?” isso era o que seus olhos verdes me diziam, mas ele não ousou dizer em voz alta.



Então uma voz se sobrepôs à nossa.

–Adoraria apresentar a todos vocês nossa convidada da noite, a srta. Wayne, que aceitou cantar para todos nós esta noite.

Olhei para o palco e percebi que mulher alguma entrava, pelo contrário, o homem pareceu confuso e olhou para trás, procurando a cantora. Uma jovenzinha entrou e disse algo para ele.

–Peço desculpas, mas a srta. Wayne não poderá comparecer. – disse segundos depois.



Percebi o desapontamento atingir as pessoas e voltei minha atenção para Pietro, ele estava muito melhor agora. De repente vi um brilho diferente em seus olhos.

–Hermi, por que não canta para nós esta noite? – ele perguntou divertido e o fuzilei com o olhar. Só podia ser brincadeira. – o que acha, Draco?

–Acho uma ótima ideia – meu projeto de namorado dissera.

Entretanto, antes que eu pudesse responder, ele chamou o homem que estava no palco e trocou algumas palavras com ele. O homem olhou-me e tentei negar tudo, mas já era tarde.

Pietro me empurrava para o palco e meu nome era anunciado. Senti minhas pernas tremerem e subi até o microfone de má vontade. Tentei sorrir e percebi que meu plano de não chamar a atenção fora por água abaixo.

Uma melodia agradável começou a ser tocada e comecei a cantar a música que indiquei a eles.



I close my eyes and even when I’m sleeping I’m alright
Eu fecho os meus olhos e mesmo quando estou dormindo eu estou bem

Cause you are in my life
Por que você está na minha vida.

Once upon a time
Era uma vez....

I only imagined this
Eu sempre imaginei isso

And now you’re mine
E agora, você é meu.

Wished for you so hard
Te desejei tanto

Pray that you’d find me
Orava pra que você me encontrasse

Maybe you’re here today
Talvez você está aqui hoje

Here to remind me
Aqui pra me lembrar.



O ritmo me envolvia e meus olhos que antes estavam fechados abriram-se e eu os foquei em Draco, ignorando toda a platéia ao meu redor. Era incrível, sempre quando eu cantava era para ele, e minha música dizia exatamente o que eu sentia.



If you believe that dreams come true
Se você acredita que sonhos se tornam realidade

There’s one that’s waiting there for you
Tem um aqui esperando por você

Cause I believed when I saw you that when you want something enough
Porque eu acreditei quando te vi, que quando você realmente quer algo

Then it can’t escape your love
Então isso não pode escapar do seu amor

There is nothing in the world that cannot be
Não há nada no mundo que não possa ser

If you believe
Se você apenas acreditar.



Era verdade, o que Draco queria, ele conseguia, e eu não era uma exceção. Desde muito cedo ele empenhou-se em me fazer apaixonar-me por ele. E conseguiu. Com todos os seus beijos e palavras. Seus toques e olhares. E tornou-se, realmente, a droga da minha existência, meu vício secreto. Ou talvez, nem tão secreto.



Everybody said that I was a fool to think that we connect
Muitos diziam que eu era tola em pensar que nós somos conectados

(Everybody said that) I couldn’t get my heart out of my head
(Muitos diziam isso) Eu não conseguia tirar o meu coração da minha cabeça

They just didn’t see
Eles apenas não enxergavam

No they just couldn’t know
Não eles não conheciam

The feeling that you get
Os sentimentos que você tem

The places that you go
Os lugares que você vai.



Eu já perdera a conta de quantas vezes me disseram que Draco não valia a pena. Meus próprios amigos me falaram isso e minha mente forçava-me a acreditar nesse fato. Mas meu coração, tão fraco e vulnerável, estava já infectado. Antes, havia uma cura para essa doença, um modo de me deixar bem novamente, mas agora, era incurável. Eu estava perdidamente apaixonada.



If you believe that dreams come true
Se você acredita que sonhos se tornam realidade

There’s one that’s waiting there for you
Tem um aqui esperando por você

Cause I believed when I saw you
Porque eu acreditei quando te vi

That when you want something enough
Que quando você realmente quer algo

Then it can’t escape your love
Então isso não pode escapar do seu amor

There is nothing in the world that cannot be
Não há nada no mundo que não possa ser

If you believe
Se você apenas acreditar.



Draco me olhava lá de baixo totalmente anestesiado com a canção e sorria para mim. Tive um desejo tão forte de beijá-lo que agarrei o microfone mais forte, temendo que o quebrasse. Eu o queria só para mim, para sempre. Ele era minha platéia. Eu não precisava de mais ninguém.



Never wished for material things
Nunca desejei coisas materiais

Never needed wind in my wings
Nunca precisei de vento nas minhas asas

I never wished for anything but you…
Nunca desejei tanto algo, mas você...

I can’t explain it
Eu não posso explicar isso

Someone just told me
Alguém apenas me disse:

Go where your heart is you’ll never be lonely
Vá ate onde o seu coração está e lá você nunca estará sozinha



De fato eu nunca estava sozinha. Eu tinha meu coração, e ele era Draco. Eternamente.

Fechei meus olhos novamente e cantei com vontade, a vergonha de antes parecia ter desaparecido, como o gelo que derrete, ou a água que evapora.



If you believe that dreams come true
Se você acredita que sonhos se tornam realidade

There’s one that’s waiting there for you
Tem um aqui esperando por você

Cause I believed when I saw you that when you want someone enough
Porque eu acreditei quando te vi, que quando você realmente quer algo

Then they can’t escape your love
Então isso não pode escapar do seu amor

There is nothing in the world that cannot be
Não há nada no mundo que não possa ser

If you believe
Se você apenas acreditar.



Acabei a música e abri meus olhos, encontrando rostos admirados e encantados comigo. Uma salva de palmas começou e agradeci. Quando desci do palco era Draco que me esperava. Abracei-o e beijei seus lábios com lascívia, tentando dizer-lhe o quanto o desejava. No entanto, ele já sabia.



–Diga que sempre terá uma canção para mim. – ele sussurrou em meu ouvido e sorri.

–Você sempre terá minha voz, minhas canções. Tudo de mim. – respondi e encontrei seus lábios novamente.



Quando o soltei percebi que alguém se aproximava de mim e me dei conta de que era Emily. Ela estava linda, usava um vestido perolado e um coque, deixando vários fios de seu cabelo loiro soltos.

–Por Merlin! Eu não sabia que você cantava tão bem. – ela dissera encantada e olhei para Draco.

–Obrigada, Emily. – falei – Este é Draco. – apresentei-o a ela, depois ela a Draco.

Percebi que ela achara-o mais lindo de perto do que de longe e senti ciúmes. Mas era óbvio que era algo da minha cabeça, pois depois de algumas palavras que trocamos, Emily foi para outro lado do salão.

–Trabalham juntas? – Draco perguntou-me.

–Sim. – respondi distante e o fitei. – Onde estávamos? – perguntei depois de uns instantes.

–Tente lembrar-se – ele sussurrou antes de capturar meus lábios de forma terna.

No final das contas, aquele jantar até que fora divertido. Mesmo com várias pessoas olhando-me e a comida diferente que provei naquela noite, eu estava cansada, mas me divertira. E mal podia esperar para ter Draco só para mim, longe de todas aquelas pessoas. Longe de tudo e de todo o mundo.

[Magic and Mistakes] Friendship

Narração by Hermione



Os raios de sol vindos da janela perfuraram minhas íris quando abri meus olhos. Sentia-me excepcionalmente bem, mais até do que deveria. Um braço me envolvia pela cintura e percebi que estava nua, lembrei-me da noite anterior e sorri. Eu estava muito feliz. Virei-me para fitar Draco que dormia ao meu lado e me perdi em seu rosto e em sua expressão tão serena. Parecia lindo dormindo tão profundamente. Olhei para além dele e fitei minha cômoda, havia um relógio ali e me assustei quando me dei conta da hora.

Eu estava atrasada. De novo!

–Droga! – exclamei quando me livrei do braço de Draco e levantei-me, corri até o banheiro e tomei uma ducha rápida.

Mal pude aproveitar a água quente escorrendo pelo meu corpo, eu queria mais do que tudo não ter que trabalhar hoje, mas eu tinha que fazer isso, por isso logo saí do chuveiro e me enrolei na toalha. Fui de volta para o quarto, escolhi uma roupa qualquer que servisse para eu ir trabalhar e a coloquei. Olhei-me pelo espelho e me amaldiçoei ao ver que meus cabelos estavam horrivelmente desgrenhados.

Soltei um sonoro palavrão e quando fui pegar meu pente bati meu pé na perna na cama, gemendo de dor e raiva. Sempre acontecia isso em um momento crítico, principalmente quando o relógio era meu inimigo.

Com o barulho eu acordei Draco e ele fitou-me desorientado.

–Bom dia! – falei sorrindo e me aproximei dele, dando-lhe um longo selinho. – Dormiu, bem? – perguntei passando as mãos por seu rosto alvo.

–Maravilhosamente bem. – Draco falou me puxando de volta para cama e não resisti a seus lábios.

Ele me puxara exatamente para seu colo e estar tão próximo dele agora não me ajudaria em nada... mas o que eu precisava fazer mesmo? O que era tão importante a ponto de me tirar de Draco?

Deixei-o explorar minha boca com desejo e acariciar minhas coxas, já que ele praticamente estava tirando a saia de mim. Toquei seu abdômen com minhas mãos, sentindo seu corpo definido. Estava me perdendo mais uma vez e foi com uma incrível força sobrenatural que me lembrei do que estava fazendo.

–Tenho que trabalhar! – falei me desvencilhando antes que eu esquecesse novamente do meu objetivo e vi Draco resmungar.

–Por que não manda uma mensagem falando que está doente? – ele perguntou colocando os braços atrás da cabeça e me fitando nos olhos.

–Porque eu não estou. – respondi colocando meu sapato preto, básico e simples. – Draco, não quero começar com o pé esquerdo, preciso garantir uma boa impressão. Meu trabalho é diferente do seu, eu não posso simplesmente garantir-me pelo meu nome, porque tenho certeza, ninguém conhece os Granger. Mas os Malfoy...

–Não consegui meu trabalho apenas porque sou um Malfoy. – Draco falou e percebi que tinha o ofendido.

Sentei-me ao lado dele na cama e olhei para suas íris azuladas.

–Eu sei, Draco... – falei sorrindo – O que eu quis dizer é que você tem seu trabalho e já conquistou a confiança do seu chefe, senão não estaria tratando dos negócios no exterior, mas eu não. Eu cheguei a Londres agora e tenho que começar do começo. – disse e suspirei pesadamente ao terminar.

–Entendo... – Draco falou e percebi que ele mudara totalmente sua expressão, agora parecia mais feliz – Falando em trabalho, vou viajar amanhã e só voltarei no sábado.

–Tudo bem… – respondi não deixando transparecer minha tristeza com isso.

–E quero que me acompanhe em um jantar do Ministério, no sábado. – Draco terminou sorrindo maroto e eu quis protestar – Ora Vamos, Hermione. Você precisa se socializar mais...

–Ok. – respondi a contragosto, sabendo o quanto aquilo era importante. – Tem uma chave extra na primeira gaveta – falei apontando para a cômoda – fique com ela.

Levantei-me e o beijei pela última vez. Tinha que correr e encontrar um beco escuro ainda, para então poder aparatar.



::: :::



Entrei na minha sala e me assustei quando vi alguém ali, mas para minha sorte, era apenas Emily, minha colega do escritório. Eu a olhei e dei um bom dia.

–Tem sorte... O Sr. Sparks chega um pouco mais tarde... – ela falou colocando alguns papéis em cima da minha mesa. – Mas em compensação, o trabalho é maior hoje.

Senti o tom de voz desanimado dela e foi o que bastou para me deixar para baixo também. A parte boa era que eu não precisaria resolver nada fora dali hoje.

–Hermione?

–Sim?

–Eu... bem, eu soube que o ministro irá oferecer um jantar no sábado e, bem... seria ótimo para conhecer algumas pessoas da elite... e vejo o quanto injusto é isso, os novatos quase não tem chances de ir à essas festas.

Eu parei de fazer minhas anotações e a olhei. Será que ela me odiaria se soubesse que eu iria a esse jantar?

Mas antes que eu pudesse responder ouvi uma batida na porta e Emily falou um “entre”. Logo depois eu vi duas pessoas passarem na porta, um era mais alto, com seus cabelos ruivos se destacando e várias sardas no rosto, o outro era mais baixo, com cabelos negros e desgrenhados, bem como olhos incrivelmente verdes, além de uma cicatriz em forma de raio na testa. Quase pulei em cima deles de quanta falta que eu sentia dos meus amigos.

–Calma, Hermione… Vai acabar nos sufocando – Harry disse e eu afrouxei meus braços.

Permiti-me olhá-lo como não fazia a um bom tempo.

–Senti falta de vocês dois. – sussurrei olhando de um para o outro e só então me lembrei de que Emily ainda estava na sala.

Virei-me para ela.

–Emily, estes são meus amigos Harry Potter e Rony Weasley. – falei e em seguida a apresentei aos dois.

–Eu sei… - ela sussurrou incrivelmente surpresa e congelada pela presença dos dois, o que os deixava encabulados.

Era exatamente como eu me sentia às vezes.

A atmosfera ficou pesada e eu não sabia como quebrar o gelo, se de um lado Emily parecia impressionada, Harry e Rony estavam abobalhados com a aparência da minha colega.

Sua beleza era óbvia, seus cabelos loiros caiam em seus ombros em camadas, ondulando-se, seus olhos eram azuis. Seu corpo era esguio, tendo algumas curvas que com certeza atraía vários homens. Era o estereótipo de uma francesa e tinha em suas veias, o sangue de veela, o que fazia meus amigos quase babarem por ela.

–Então... – tentei destruir aquela situação – Como vai Gina?

Harry piscou os olhos duas vezes antes de perceber que eu falava com ele.

–Gina...? Ah sim, ela está ótima. Conseguiu uma vaga nas Harpias de Hollyhead como artilheira. – o moreno respondeu.

–Mamãe quer que almoce lá na Toca hoje. – Rony disse depois de uns segundos e eu assenti com a cabeça.

–Uma pergunta, Hermione – Harry falou agora sério – Já viu o Malfoy?

–Err, já. – eu respondi sentindo minha face ficar rubra. – Na verdade, reatamos nosso namoro ontem.

O que encontrei nos olhos dele fora indiferença, eu sabia que Harry não se importava mais com eu me envolver com o Malfoy, mas achei estranho a falta de reação.

–Tudo bem. – Harry falou distante – temos que ir.

Despedi-me deles e fechei a porta, quando me virei deparei-me com uma Emily arfante.

–Eu acabei de conhecer Harry Potter! – ela exclamou. – E Rony Weasley também... e por Merlin! Você namora Draco Malfoy?

Ela falava tão rápido que eu mal podia prestar atenção.

–Sim, eu namoro ele – respondi estreitando meus olhos – o único solteiro aqui, até onde sei, é o Rony, Srta. Emily Leroux. – falei divertida e vi ela sorrir marota.

No fim das contas talvez ela não fosse como todas as outras francesas.



::: :::



Narração by Draco



Aquela cama estava tão boa quanto a minha própria e o perfume dela estava impregnado no travesseiro. Eu tinha que levantar para organizar algumas coisas e dar uma passada no Gringotes, mas eu não estava com a mínima vontade. O mais engraçado de acordar no apartamento de Hermione é que parece até uma vida de casado. Acordar ao lado dela, beijá-la antes do trabalho, ter a chave dela.

Merlin! O que estou pensando? Não quero uma vida de casado, não agora. Nem ao menos temos idade para isso. Mal temos vinte anos.

Levantei-me e fui até o banheiro, lavando meu rosto com a água fria. Olhei-me no espelho, mas por mais que eu quisesse as ideias que eu acabara de ter não estavam saindo da minha cabeça. “Não, Draco Malfoy, você é jovem, tem um grande futuro pela frente. Mal para em Londres por mais de uma semana e seus pais não aprovariam.”

–O QUE DIABOS ESTOU PENSANDO? – falei alto demais, mas era improvável que alguém tivesse me ouvido.

Eu, na verdade, não me importava com a opinião dos meus pais sobre Hermione, minha mãe sabia perfeitamente que eu a amava e estava até aceitando os nascidos trouxas muito mais agora que não existia mais a guerra. Já meu pai... continua o mesmo velho de sempre e tenho certeza de que ele não mudará.

Mas casamento? Não... acabamos de retomar um namoro e, embora eu tivesse certeza de que queria viver com ela para sempre, não estávamos prontos para isso.

Comecei a rir... às vezes me surpreendo com as minhas próprias ideias e no quanto parecem ridículas.

Eu devia estar louco.

Me arrumei e coloquei minha roupa, não estava tão afim de descer e ter que passar pelo porteiro, Hermione tinha que fazer isso porque morava aqui, mas quanto a mim... ninguém daria por minha falta. Peguei minha varinha e aparatei nos portões da minha casa.



Estava de frente para o portão ornamentado e negro, dei um passo e eles abriram-se instantaneamente, como se tivessem reconhecido seu senhor. Andei até a porta da frente, mas percebi que minha mãe estava no jardim. E, não foi difícil para ela me ver.

–Draco... onde passou a noite? – minha mãe perguntou vendo-me com as roupas da noite passada.

Eu não sabia o que responder e apelei para a verdade.

–Com a minha namorada.

A reação dela, se não foi estranha, foi no mínimo, engraçada. Deixou a pá de jardinagem cair no chão e bater, fazendo barulho, quando meus olhos voltaram para ela percebi o espanto em sua face.

–Namorada...? – ela sussurrou como se não acreditasse. – Desde quando tem uma namorada?

Respirei com dificuldade e olhei o chão... Poderia dar uma desculpa dizendo que precisava dormir, mas eu não iria fugir, de qualquer forma.

–Desde, vejamos... ontem. – falei e percebi o quão idiota eu soei.

Minha mãe abaixou-se para pegar a pá e voltou-se novamente para mim.

–Quando vou conhecê-la?

Se eu estivesse tomando alguma bebida, com certeza engasgaria, mas para minha sorte, eu não tinha nada descendo pela minha garganta.

–Acho que você já... a conhece. – falei quase num sussurro e senti minha face esquentar, não conseguia olhar para seus olhos.

–Quem ela é? – mamãe falou aproximando-se mais de mim.

Hesitei. O que Narcisa Malfoy pensaria se soubesse que sua nora não tem sangue-puro?

–Estou namorando Hermione Granger, mamãe. – falei naturalmente e percebi a surpresa no rosto dela.

A verdade era que eu esperava por tudo, menos que ela sorrisse, o que, de fato, ela fez.

–Espero que a traga aqui logo, Draco. – Mamãe falou passando suas mãos no meu rosto e olhando-me nos olhos.

Eu sorri também e o alívio tomou conta do meu corpo, mas essa tranqüilidade desapareceu.

–Primeiro garanta que o papai não a insultará. – falei olhando para ela e soube que seria uma tarefa difícil.

Mas a luta valia a pena!



Subi para meu quarto e tomei um longo banho, estava relaxado e logo teria que começar a arrumar minha mala, mesmo que eu ficasse apenas alguns dias fora.

Lembrei-me da noite anterior. Do modo como dançamos, das nossas conversas, do quanto Hermione estava simplesmente linda. Não conseguia acreditar que a tinha para mim de novo. Não deixaria mais nada entrar em nosso caminho.

Sorri. Estava mais feliz do que supunha.

“Ah... Hermione...”



::: :::



Narração by Hermione



Estava tão animada que assim que vi Harry e Rony me esperando no átrio do Ministério para ir para a Toca, quase corri até eles.

–Vamos? – perguntei e eles assentiram.

Fomos até a parte de fora e entramos em um beco. Dei minhas mãos para Harry e Rony e aparatamos.

Senti meu corpo ser sugado, depois como se ele estivesse sendo empurrado em um cano estreito, para então sentir a grama fofa da Toca e poder respirar. O ar invadiu meus pulmões e logo vi cabelos incrivelmente vermelhos virem em minha direção. Gina me abraçou e me dei conta do quanto eu sentia falta da minha melhor amiga.

–Ah que saudades... – ela disse me olhando nos olhos. – Vamos para dentro, Hermione. E trate de me contar tudo!

Esse tudo eu já sabia o que era, com certeza Gina ficara mais do que interessada quando eu disse que fizera um amigo na Escócia.

Fomos até o interior da casa e a Senhora Weasley me recebeu com um de seus típicos abraços. O Sr. Weasley ficara no ministério, então ela estava somente com Gina ali, já que Jorge mudara-se para um quarto em cima das Gemialidades Weasley, no Beco Diagonal.

Segui Gina até o seu quarto, na verdade ela me puxara para lá.

–E então? Como está, Hermione? – a ruiva disse jogando-se na cama.

–Ótima. – respondi sentando-me em uma poltrona que vi.

–Não me venha com ótima... quem é esse seu amigo exatamente?

–Pietro? – perguntei fazendo-me de desentendida.

–Não. Merlin!

–Ok, ok. Ele tem 23 anos, é francês. Tem olhos verdes...

–E o conheceu como?

–Num dia quando saí do curso, estava andando em um parque e ele esbarrou em mim. Acabamos conversando, ele pagou um café para nós e, bem, acabamos virando amigos.



Flashback



Eu andava calmamente pela rua, acabara de sair de uma aula e precisava relaxar. Resolvi que seria ótimo dar um passeio em um parque que eu já vira várias vezes, mas que nunca havia ido. Enquanto arrumava as coisas em minha bolsa no caminho, eu peguei um caderno velho, lembrando-me do quanto eu gostava dele, era minha paixão desde Hogwarts escrever musicas e elas estavam ali, todas guardadas.

Esbarrei em alguém e caí, minhas coisas se espalharam.

“Desculpe-me” ouvi ele dizer e o fitei demoradamente.

O homem a minha frente tinha incríveis olhos verde-claros, olhos que me fizeram lembrar-me de Harry, mas o olhar desse estranho era o mais penetrante que já tinha encontrado. Seus cabelos escuros até a orelha e parecia ter um corpo atlético.

“Você está bem?” ele perguntou e desviei meus olhos,olhei para o chão e comecei a arrumar minhas coisas.

“Estou ótima, a culpa foi minha, estava distraída” falei e percebi que ele estava me ajudando ajuntar o que derrubei.

Quando acabamos eu coloquei tudo na bolsa, mas percebi que faltava algo. Olhei para o estranho e percebi que ele estava folheando meu livro de músicas.

“Eu me lembro da chuva no telhado naquela manhã. E de todas as coisas que eu quis dizer. As palavras irritadas que vem do nada sem avisos”

“Não é para você ler isso” falei retomando meu livro e olhando envergonhada para ele.

“Desculpe senhorita...?”

“Hermione Granger” respondi a ele educadamente.

“Sou Ernani Breine” ele disse, mas percebi uma irritação em sua voz “Me chame de Pietro, é meu segundo nome, prefiro ele.”

Achei isso engraçado e lembrou-me um pouco a Tonks e seu ódio pelo nome Nymphadora. Eram parecidos nisso.

“Quer tomar um café?” ele perguntou.

Era estranho e imprudente aceitar um convite de um desconhecido, mas eu simpatizara com ele e aceitei. Eu era uma bruxa e poderia me defender facilmente.



Fim do Flashback



Mas logo vi que eu não precisaria de proteção. Pietro tornou-se um bom amigo, pronto para me tirar do tédio do meu curso e me levar para festas as quais eu provavelmente nunca iria, mas que, na verdade, se revelaram muito divertidas.

E o melhor de tudo, eu não precisava esconder meu mundo mágico dele, Pietro era um bruxo excepcional e acabamos descobrindo isso depois de uns incidentes com magia.



Gina olhara para mim pensativa e quase adivinhei o que se passava na cabeça dela.

–Achou que eu tivesse algo com Pietro? – perguntei e Gina nem precisou responder o óbvio.

Revirei os olhos e me levantei.

–Gina, eu nunca deixei de amar o Draco. Não vai ser um estrangeiro que mudará isso. – falei divertida – E caso queira saber, eu tive um encontro com Draco ontem.

Se antes Gina estava quieta, agora eu a despertara.

–Como assim um encontro? O que aconteceu?

–Bem... – eu fiz uma cara misteriosa – ele – disse pausadamente e pude prever a cara de Gina se eu dissesse que terminamos definitivamente – e eu... – dei um sorriso sarcástico e completei – voltamos a namorar.

A ruiva quase pulou em meu pescoço por eu ter feito todo aquele mistério e deu um tapa em minha cabeça, claro que não deixei assim, peguei um travesseiro e taquei nela, quando percebi estávamos brincando como costumávamos fazer. Eu estava, finalmente, em casa.

26 janeiro, 2012

Magic and Mistakes


Hermione volta a Londres depois de dois anos. Ela cresceu e já não é a garota de antes. A guerra contra Voldemort teve seu fim e, agora, nada impede ela de ficar com Draco Malfoy. Isso era o que ela pensava. Em meio às mudanças da sua vida, novo emprego e uma nova casa, perceberá que Draco também tem sua própria vida. No entanto, acabarão sendo um dos casais mais conhecidos do mundo bruxo, algo que não esperavam. As consequências de seus atos se tornarão mais perigosas. Magia e erros, porque nem sempre se pode prever o futuro.

Continuação de Magic and Seduction (leia a 1ª temporada aqui)

Capítulos:

1. Return
2. Friendship
3. Dinner
4. Proposal
5. Beginning
6. Disaster
7. Prophecy
8. Infidelity
9. Secrets
10. Discovery
11. Truth
12. Marriage
13. Plans
14. Escape
15. Insane
16. Crossfire
17. Hope
18. Falling
19. (...) Em breve

30 janeiro, 2011

Cap. 1 - Return



Existem momentos na vida que são perfeitos. Eu tive um amor que eu amo até hoje. Eu tive amigos que me apoiaram desde o início, no entanto, antes disso, brigamos e discutimos como crianças, mas realmente o éramos quando nos conhecemos. Enfrentamos o perigo, nos arriscamos, vivemos uma aventura que qualquer um sonharia. Entretanto, ainda somos jovens demais e ganhamos responsabilidades antes do tempo.

Em nome de nossa amizade, quase morremos, passamos frio e enfrentamos o bruxo mais maligno de todos os tempos.

Em nome do meu amor eu lutei, pronta para me arriscar e salvar o homem que me fizera mulher. Eu o esperei durante muito tempo e, quando finalmente eu pensei que o teria, percebemos que ainda não podemos ficar juntos.

Mesmo que eu tenha seguido meu caminho e ele, o dele, hoje eu sei de algo. Não importa quanto tempo demore, eu o esperarei, porque o amo e sempre amarei.

Ainda sou uma sangue-ruim e não há preconceito no mundo que o fará desistir de mim por isso. E não há nenhuma pessoa que possa me convencer que Draco Malfoy não me merece, pois sei que ele é um sonserino típico e, se fosse diferente, eu nem estaria onde estou, muito menos me sentiria da forma que sinto quando estou de frente para aqueles olhos azuis.

Sou Hermione Granger, apenas uma bruxa que se apaixonou por um sangue-puro. Seria como qualquer outra história de amor, se esse bruxo não fosse Draco Malfoy.
  
:::  :::

Sem que eu visse de onde viera, um pássaro pousara na minha mesa.
Era um bilhete. Eu o abri. A caligrafia não podia ser mais familiar.  
  

Jantar hoje. Te busco às 19.
Isso é uma ordem, não um pedido.
                     Seu eterno Amante


O ambiente era agradável e uma música suave era tocada, era o tipo de restaurante que eu tinha certeza que Draco frequentava na maioria das vezes. Um vinho fino foi servido a mim e beberiquei meu copo, sentindo o gosto da bebida. Logo meus olhos estavam nele e percebi o quanto Draco era lindo.

–Então... como foi na Escócia? – ele perguntou, puxando assunto.

–Foi ótimo... o curso do ministério não foi tão difícil. Agora sou assistente do chefe e tenho certeza que consigo uma promoção ainda este ano – respondi animada olhando-o nos olhos. – E você Malfoy?

–Trato dos assuntos exteriores do Ministério. Meu pai conseguiu o emprego para mim. – Draco falou e tomou seu vinho, não tirando seus olhos de mim e podia jurar que ele me admirava, provavelmente por causa do vestido provocante que eu usava.

–Lembro-me como se fosse hoje do seu julgamento. Como é bom saber que você foi inocentado, no final das contas... – falei aliviada e minha mente projetou-se para tempos atrás.

Tempos de aflição e terror, tempos em que estive sem ele.



Flashback



A Corte dos bruxos estava reunida. Eu, Harry e Rony recebemos permissão para assistirmos aos julgamentos, no entanto, eu não queria estar ali. Se ele fosse condenado, eu não sabia o que seria capaz de fazer. Tudo o que eu sabia é que não deixaria que Draco Malfoy fosse levado à Azkaban.

Um bruxo negro e alto estava sentado em um dos lugares mais altos, qualquer um poderia prever de que se tratava do Ministro da Magia, Kingsley Shacklebolt.

Não poderia haver melhor escolha para o cargo e, agora, a vida de Draco e a minha própria estavam nas mãos dele.

Havia muitos outros bruxos ali, todos eram membros do Wizengamot, e todos usavam vestes cor de ameixa com um W bordado em fio de prata do lado esquerdo do peito.

Eu sentia minha respiração lenta e, por vezes, arfante. Draco fora chamado finalmente e entrava junto com seu pai e sua mãe.

Sua aparência não era boa, no entanto, eu percebia seus músculos relaxados e um ligeiro sorriso, como se pensasse que o pior já passara. Mas ainda assim eu sentia seu medo.

“Sr. Lucius Malfoy, Sra. Narcisa Malfoy e Sr. Draco Malfoy, os três tem plena consciência do porquê estarem aqui?”

Uma voz atarracada perguntara e vi Lucius responder pelos três com um aceno de cabeça.

“Confirmam terem estado entre o círculo que Lord Voldemort denominava como Comensais da Morte?”
Calmamente Lucius confirmou com a cabeça e senti meu coração bater mais forte. Eles seriam condenados com certeza se continuassem com aquilo, sem poderem ter uma defesa adequada.

“E confirmam que lutaram ao lado do Lord das Trevas, durante a batalha na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts?”

Desta vez fora Narcisa quem respondera e sua voz saíra fria e amedrontada.

“Lutamos apenas no começo... depois, quando a guerra recomeçou, apenas nos tornamos neutros, sem atacar, nem sermos atacados.”

O que ela dizia provavelmente fizera nascer uma esperança em mim. Senti, de repente, minha mão ser apertada e olhei para meu lado, Harry segurava minha mão. Sorri e voltei minha atenção para o julgamento.

“Sr. Draco Malfoy, confirma que esteve envolvido na morte de Alvo Dumbledore?”

Antes que Draco pudesse responder, Harry levantou-se e vários olhos voltaram-se para ele. O ministro virou-se para meu amigo.

“Algo a declarar Sr. Potter?”

“Pelo depoimento que dei mais cedo, deixei claro que a morte do professor Dumbledore foi planejada por ele próprio e Severo Snape, outrora também falecido. Draco Malfoy e sua família, mesmo que estejam envolvidos, não teriam escolha, uma vez que é claro que o trabalho ao lado de Tom Riddle é para toda a vida.

“Não é como se eles tivessem escolha, seriam mortos se abandonassem sua causa e, pelo que pude ver, quando a batalha recomeçou, nenhum deles levantaram suas varinhas contra nós. Poderiam ter feito isso e talvez não estivéssemos aqui hoje, mas não. Narcisa Malfoy poderia também ter dito a Voldemort que eu estava vivo, mas não o fez, conseguindo fechar sua mente e mentir para seu lorde. Os Malfoy são inocentes em relação à morte de Dumbledore e à batalha.

Nunca pensei que Harry fosse defendê-los como o fez naquele momento e sorri para ele quando sentou-se.

De certa forma eu estava mais aliviada e pude ver que nem Draco acreditava no que acabara de ver.

Depois de alguns minutos de tensão a sentença fora dada.

“Inocentes”



Fim do Flashback



–Você aliviada? Eu estava tremendo naquele momento – Draco disse com a voz transparecendo alívio.

Um garçom viera até nós, trazendo o que pedimos, no final das contas aquelas porções minúsculas não me alimentariam nada.

Segui a etiqueta que meus pais me ensinaram e comecei a comer, os alimentos eram frescos e, como sempre, a comida britânica valorizava muito mais o sabor próprio deles, sem exagerar nos temperos.

–Está morando sozinha agora, não é? – Draco perguntara enquanto comia.

–Sim... meus pais me deixaram uma boa quantia e agora estão aproveitando um pouco a vida, viajam para vários lugares agora. – respondi animada, sentindo saudade deles.

–Sabe... é incrível o quanto você mudou... não parece mais... uma adolescente – Draco dissera talvez não encontrando a palavra que queria.

–Acredite Draco, esse é o momento em que eu mais me sinto uma adolescente em tanto tempo.

Beberiquei mais meu vinho e percebi que eu já estava em meu terceiro copo. Com certeza se eu não parasse teria problemas, mas eu não queria parar.  Ouvi uma música começar a ser tocada e me deixei envolver pela canção.



Don't be afraid if I go crazy for you

Não tenha medo, se eu vou ficar louco por você

Don't be surprised if I fall at your feet

Não se surpreenda se eu cair aos seus pés

I don't care about what they think of me

Eu não me importo sobre o que pensam de mim

I don't know what to do

Eu não sei o que fazer

'Cause I'm falling for you (for you)

Porque eu estou apaixonada por você (por você)



–Vamos dançar, Hermione. – Draco falou provavelmente por ter percebido que eu fechara meus olhos apreciando a música.

Levantei-me e fomos nos reunir para junto dos outros casais que dançavam. Mas quando ele levou sua mão para minha cintura e apoiei a minha no ombro dele, percebi que vários olhares se dirigiram para mim e Draco.

Éramos o casal mais lindo e jovem naquela pista de dança e, provavelmente, o mais apaixonado.



When I look in your eyes

Quando eu olho em seus olhos

I can see me and you

Eu posso ver eu e você

Remember this time that will last 'til the end

Lembre-se este tempo que vai durar até o fim

When I find you in my dreams

Quando eu encontrar você em meus sonhos

I just won't let you go

Eu não vou deixar você ir

I'll hold you in my heart

Eu vou manter você no meu coração

I can't live without you

Eu não posso viver sem você

I can't live without your love

Eu não consigo viver sem o teu amor



–Me lembro do que me disse em Hogwarts, no dia seguinte à peça que apresentamos. – Draco sussurrou em meu ouvido sedutoramente. – Lembro-me de suas palavras ainda, Hermione...

Senti meu coração bater mais forte com a aproximação dele e com seu hálito em meu pescoço, ao qual ele beijou delicadamente depois de dizer aquelas palavras.

Permiti a mim mesma viajar no tempo novamente.



“Temos um problema. Draco, escute. Enquanto estivermos em Hogwarts, estaremos bem. Podemos ficar juntos. Dumbledore é muito inteligente, saberá dar uma solução para isso. Você não será um comensal. Eu não vou deixar, Draco.”

“Enquanto estivermos em Hogwarts podemos ficar juntos. E depois? O que acontece?”

“Vamos viver cada dia de cada vez. Não se preocupe com o depois tão rápido assim.”



–Tudo saiu às avessas, Hermione. – ele continuou a dizer – Tudo mesmo. Tornei-me um comensal. Dumbledore não conseguiu pensar em nada para livrar-me do meu destino. E, depois de tudo isso, acabamos Hogwarts e seguimos caminhos diferentes.

Eu podia sentir um tom acusador em sua voz, algo que não poderia passar despercebido. Era como se, de certa forma, houvesse um culpado pelo que já acontecera. Eu não podia acreditar que ele ainda sentia-se amargurado por eu ter ido embora.



Don't be afraid if I go crazy for you

Não tenha medo, se eu vou ficar louco por você

Don't be surprised if I fall at your feet

Não se surpreenda se eu cair aos seus pés

I don't care about what they think of me

Eu não me importo sobre o que pensam de mim

I don't know what to do

Eu não sei o que fazer

'Cause I'm falling for you (for you)

Porque eu estou apaixonada por você (por você)



–Draco... – eu chamei, consciente de que ele me ouvia perfeitamente e preveria o que eu diria. – Eu não poderia ter ficado aqui. Não quando eu podia fazer o que eu queria.

Eu tinha medo de que ele me culpasse, mas o que eu poderia fazer? Eu não era alguém dependente. O mínimo que eu poderia fazer era correr atrás da minha carreira ao invés de depender do dinheiro de Draco, algo que eu não queria mesmo.

Senti ele relaxar e me abraçar mais forte.

–Desculpe-me... – sua voz era rouca, fraca e eu sabia que eu tinha vencido.

Draco, mais do que tudo, deveria aprender que eu não sou o tipo de mulher que se rende ao luxo. Se ele me quisesse, teria que entender.

–Eu... – comecei a dizer, mas fui interrompida.

–Não pude aproveitar ainda o fato de que você está aqui. – Draco falou e sorri.

“O que ele iria aprontar?” pensei, mas não demorei a descobrir o que era. Draco aproximou seus lábios nos meus e os pressionou como sempre fazia.

Eu sentia falta disso e aproveitei cada segundo. Ele explorava minha boca com desejo e paixão. Depois de tanto tempo ele ainda conseguia me deixar desconcertada com um simples beijo. Um simples toque.



When I look in your eyes

Quando eu olho em seus olhos

I can see me and you

Eu posso ver eu e você

Remember this time that will last till the end

Lembre-se este tempo que vai durar até o fim

When I find you in my dreams

Quando eu encontrar você em meus sonhos

I just won't let you go

Eu não vou deixar você ir

I'll hold you in my heart

Eu vou manter você no meu coração

I can't live without you

Eu não posso viver sem você

I can't live without your love

Eu não consigo viver sem o teu amor



Eu sabia que várias pessoas nos olhavam, mas não me importava, estava com Draco e isso era o mais importante. Separamos nossos lábios e sorrimos, era o tipo de sorriso que só quem ama poderia dar. E eu estava apaixonada por ele.

A música ainda tocava, mas Draco me puxou para fora da pista, abandonando os outros casais naquela dança romântica. Seguimos para uma área externa, onde ninguém nos veria. No caminho para lá peguei mais uma taça de vinho e tomei.

Quando chegamos à área externa do restaurante me dei conta mais uma vez do quanto aquele lugar era lindo. Eu estava sonhando. Era a única explicação.



When I look in your eyes

Quando eu olho em seus olhos

I can see me in you

Eu posso me ver em você

Remember this time that will last 'til the end

Lembre-se este tempo que vai durar até o fim

When I find you in my dreams

Quando eu encontrar você em meus sonhos

I just won't let you go

Eu não vou deixar você ir

I'll hold you in my heart

Eu vou manter você no meu coração

I can't live without you

Eu não posso viver sem você

I can't live without your love

Eu não consigo viver sem o teu amor



Encostei-me na parede e Draco apoiou seu braço do meu lado, fitando-me profundamente nos olhos e ficando perto demais de mim.

–Você está aqui depois de tanto tempo e me deve uma resposta, Hermione. – ele falou e senti meu coração pular contra meu peito ao ouvi-lo.

Lembrei-me de quando nos despedimos há dois anos e da promessa que eu fizera.



Flashback



Eu andava calmamente pela estação de trem. Empurrava minha bagagem no carrinho com certa dificuldade, nem conseguia acreditar que em algumas horas estaria na Escócia, era como voltar à Hogwarts. Vi o trem e parei. Entreguei minhas malas para um homem que arrumava as bagagens ali. Voltei-me para a plataforma e tentei enxergar além de toda a fumaça. Era difícil e já havia perdido minhas esperanças de vê-lo, porque ele não fazia a mínima ideia de que eu estava ali.

Havia me despedido dos Weasley e de Harry e insisti que não precisavam me acompanhar. Eu estaria bem e não queria atrapalhá-los.

Mas Draco... ele não aceitara muito bem minha decisão e eu tinha certeza que logo ele começaria a me odiar por nem ao menos ter avisado-o de que eu partiria hoje.

O que eu poderia fazer? Eu sabia que não conseguiria me despedir e que ele tentaria se opor novamente.

Me dirijo para entrar num dos vagões e sinto alguém me puxar por trás. Viro-me e encontro um par de olhos azuis. Os olhos que eu mais queria ver naquele momento.

–Não poderia ter me avisado? – ele foi perguntando com raiva. – Não iria nem ao menos dizer adeus?

Me surpreendi e voltei meus olhos para o chão, meus lábios se moveram sozinhos, contra a minha vontade.

–Eu não conseguiria dizer adeus.

Silêncio, apenas entre mim e ele, uma vez que o local estava apinhado de passageiros e familiares que se despediam. Crianças corriam, falavam alto e um sonoro apito do trem se fez ouvir. Ele logo partiria.

Draco olhou-me, e insisti em não fitá-lo. O loiro aproximou-se e ergueu minha face, forçando-me a vê-lo. Eu nunca encontrara um olhar tão lindo e tão determinado como o dele.

–Estarei de esperando aqui em Londres, Hermione. E se você não voltar inteira e logo, eu te busco a força. E se não se formar nesse curso e não conseguir uma vaga no Ministério, eu prometo por Merlin, você nunca sairá de perto de mim mais. – Draco falava rápido e com a voz arrastada.

Eu sorri e pressionei meus lábios nos dele.

–Você tem metade do meu coração. – comecei a dizer. – Quando eu voltar talvez eu te entregue a outra parte. Terá que esperar para saber.

Um novo apito e os passageiros começaram a entrar, eu teria que me apressar.

–Eu voltarei Draco.

Saí de perto dele e entrei no trem. Havia uma cabine vazia ali perto. Olhei pela janela e o encontrei em meio às pessoas. Nos seus lábios eu poderia ler perfeitamente a frase “Eu te esperarei”. Agora eu sabia que poderia ir, sem medo do que aconteceria, porque quando eu voltasse, Draco estaria aqui.



Fim do Flachback



–Bem... – comecei a dizer e fiz uma cara divertida – me diga você se quer um coração tão dramático como o meu.

Draco sorriu e relaxou seus músculos.

–A questão, Hermione, é se você vai entregar algo tão importante a um sonserino.

Entrelacei meus braços ao redor do pescoço dele e aspirei seu perfume.

–Depende... como você cuidou dele nesse tempo?

Eu não precisava de uma resposta. Beijei-o sabendo que Draco era meu. Apenas meu. Como sempre fora.



:::  :::



Sentia meu corpo totalmente relaxado, efeito talvez da bebida em excesso que tomei naquela noite. Eu mal conseguia andar sem cambalear e por vezes eu sentia minha cabeça pesada. No entanto uma felicidade parecia crescer dentro de mim a cada minuto.

Entrei no elevador e puxei Draco para dentro dele. Era para ele ter somente me deixado na porta do prédio e eu subiria sozinha para meu apartamento, mas ele não fora, porque eu o puxara para fora do táxi.

Olhei para os botões que havia ali e tentei lembrar qual era o andar que eu morava. Já não tinha tanta certeza, mas apertei o do quarto andar. Apoiei-me em Draco e o senti passar suas mãos ao redor da minha cintura.

Só de pensar o quanto aquela noite estava sendo boa, eu ficava muito feliz.

A porta do elevador se abriu e eu fui até a minha porta, mal conseguia colocar a chave na fechadura. Eu não devia ter bebido tanto, definitivamente.

Consegui abrir a porta e antes que eu pudesse entrar, senti os braços dele me abraçarem e capturarem meus lábios de um modo urgente.

Draco guiou-me até o lugar que julgou ser meu quarto, e realmente o era.

Jogou-me na cama com cuidado e deitou-se sobre mim, depositando beijos nos meus lábios e pescoço. Senti ele abrir o zíper do meu vestido e retirá-lo rapidamente, expondo meu corpo. Eu sentia saudades do toque dele e de seu corpo.

Soltei um gemido baixo e quando percebi, estávamos tendo uma noite tão linda como a da nossa primeira vez.

Era incrível o poder do amor, isto é, se somado a vários copos de bebida e um loiro como esse.

Puxei-o mais de encontro a mim e beijei-o com mais volúpia. Era apenas o começo de nossa relação. Aliás, um novo começo.





N/a: Bem vindos leitores queridos, os antigos que já acompanham a fic há um tempo e os novos é claro. Mais uma temporada da fic e mais um tempo com essa autora má ;D

Antes de tudo, espero que gostem. A música do capítulo é I Can't Live Without Your Love do Dan Torres.

bjos :*

Gabi Ravenclaw